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Sinopse
Apologia de Sócrates ao Júri (em grego antigo: Ἀπολογία Σωκράτους πρὸς τοὺς Δικαστάς, Apología Sōkrátous pròs toùs Dikastás), de Xenofonte de Atenas, é um diálogo socrático sobre a defesa legal que o filósofo Sócrates apresentou em seu julgamento pela corrupção moral da juventude ateniense; e por asebeia (impiedade) contra o panteão de Atenas; julgado culpado, Sócrates foi condenado à morte. A versão literária de Xenofonte da defesa de Sócrates evidencia a opinião ética do filósofo sobre uma sentença de morte: que é melhor morrer antes do início da senilidade do que escapar da morte humilhando-se a uma perseguição injusta. A outra fonte primária existente sobre as pessoas e os eventos do Julgamento de Sócrates (399 a.C.) é a Apologia de Sócrates, de Platão. Xenofonte (430 a.C.–354 a.C.), ateniense nato, mas grande admirador do regime espartano, dedicou-se, sobretudo nas últimas duas décadas de sua vida, a escrever com intenção didática sobre Sócrates, além de ter sido responsável pela criação de outras obras com teor variado. Diferentemente de Platão, Xenofonte apresentou um Sócrates mais prático, buscando determinar com precisão o papel de cada indivíduo dentro da família e da sociedade. As obras de Xenofonte apresentam um tema em comum, que perpassa todas elas, a saber: a paideia. Neste contexto, encontramos, nos escritos socráticos de Xenofonte, um Sócrates com ênfase em ensino e educação, admirado por muitos seguidores, atraindo a fidelidade e simpatia de seus discípulos, porém seu modo polêmico de ser também despertou um forte sentimento de descontentamento entre seus inimigos.
Licença do texto: CC BY-SA 4.0 · Fonte
Detalhes
- Tipo
- Livro
- Gêneros
- essay
- Criado por
- Xenophon