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Capa de Canção do Exílio
Livros

Canção do Exílio

54

Nota da comunidade

8 avaliações

Gonçalves Dias

Gêneroslyric poetryartistic indianism

Médias por categoria

Enredo52
Personagens53
Escrita/Estilo58
Ritmo52
Originalidade55
Impacto51
Médias por categoria — Enredo 52, Personagens 53, Escrita/Estilo 58, Ritmo 52, Originalidade 55, Impacto 51Enredo 52Personagens 53Escrita/Estilo 58Ritmo 52Originalidade 55Impacto 51

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Sinopse

"Canção do Exílio" é um poema romântico do escritor brasileiro Gonçalves Dias (1823–1864). A composição foi criada em julho de 1843, quando o autor se encontrava estudando direito na Universidade de Coimbra, em Portugal, ressaltando no poema o patriotismo e o saudosismo em relação à sua terra natal, o Brasil. Introduzida na obra lírica Primeiros cantos, de 1846, foi produzida no primeiro momento do Romantismo no Brasil, época na qual se vivia uma forte onda de nacionalismo, que se devia ao recente rompimento do Brasil colônia com Portugal. O poeta trata, neste sentido, de demonstrar aversão aos valores portugueses e ressaltar os valores naturais do Brasil. Há uma presença de dêixis espacial, quanto aos dêiticos com referência aos elementos lugares citados no texto: ''aqui'' (Portugal) e ''minha terra'' ou ''lá'' (Brasil, mais especificamente sua terra natal: o Maranhão, cuja ave-símbolo é o Sabiá-da-praia — Mimus gilvus — e onde se encontra a Mata dos Cocais — vegetação transicional entre o Cerrado, a Floresta Amazônica e a Caatinga, rica em espécies de palmeiras). Apesar de ser um texto de profunda glorificação à pátria, o poema possui total ausência de adjetivos qualificativos. São os advérbios "lá", "cá", "aqui" que localizam o Brasil geograficamente no poema. Formalmente, o poema apresenta redondilhas maiores (sete sílabas em cada verso) e rimas oxítonas (lá, cá sabiá), com a exceção da segunda estrofe. O poema foi reciclado no Hino Nacional Brasileiro (no trecho "Nossos bosques têm mais vida; Nossa vida (em teu seio) mais amores", do segundo parágrafo da segunda parte) e na Canção do Expedicionário (no trecho "Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra; Sem que volte para lá", da segunda estrofe).

Licença do texto: CC BY-SA 4.0 · Fonte

Detalhes

Tipo
Livro
Gêneros
lyric poetry, artistic indianism
Criado por
Gonçalves Dias
Países
Brazil

Capa: Wikimedia Commons · Almanaque Lusofonista · CC BY-SA 3.0 · Fonte