36 situations dramatiques
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1895 · Georges Polti
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Les 36 situations dramatiques (em português, As 36 situações dramáticas) é o título de um ensaio e de uma teoria sobre poética teatral proposta pelo escritor francês Georges Polti em 1895 e segundo a qual, na cena teatral, só são possíveis 36 situações elementares, fundamentais ou básicas. Os trabalhos de Polti inspiram-se em obras de Carlo Gozzi (1720-1806) e de Goethe (1749-1832).p.7 A crítica contemporânea considera o trabalho de Polti como à frente de sua época ou "protoestruturalista". Polti analisou textos gregos, além de obras francesas clássicas e contemporâneas. Ele também analisou um grupo de autores não franceses. Na introdução do seu livro, Polti afirma estar dando continuidade ao trabalho de Carlo Gozzi, que também identificou as 36 situações. A teoria de Polti inspirou notadamente os manifestos do Oulipo e o trabalho de Étienne Souriau, mas este último, em sua obra Les Deux cent mille situations dramatiques, confunde deliberadamente uma situação dramática (que, de acordo com Polti, se desenvolve em várias ações) com as ações que a constituem. Para Souriau, abrir uma porta e fechá-la novamente, por exemplo, são duas situações dramáticas (e não duas ações constitutivas de uma mesma situação dramática). A roteirista e ensaísta Marie-France Briselance adaptou o tema do livro de Polti à escrita de roteiros para o cinema. Em Leçons de scénario - Les 36 situations dramatiques (2006), ela analisa as situações tal como podem ser encontradas no cinema ou na televisão, usando exemplos de filmes antigos e recentes. Em sua opinião, uma situação dramática deve estar vinculada a um ou mais personagens, sendo até mesmo inseparável deles, tanto quanto os personagens são inseparáveis da situação: "Situações dramáticas não devem ser confundidas com eixos dramáticos, temas ou assuntos, porque situações não se referem à história, mas sempre aos personagens (...) O qualificativo 'dramático' levou a muitos mal-entendidos, ao ser aplicado não aos personagens e seus arquétipos, mas às ações. Situações dramáticas não são ações; perseguir uma carruagem não é uma situação dramática, é uma ação. Mas o personagem que está no interior da carruagem e tenta escapar pode ser perseguido por um homem que quer vingar a esposa e o filho assassinados e que está sofrendo uma dor tão violenta que somente a realização da vingança o ajudará a superar a provação do luto. Envenenar o gato do vizinho que você odeia é uma peripécia, mas odiar sua mãe a ponto de matá-la é uma situação dramática." p.16
Licença do texto: CC BY-SA 4.0 · Fonte
Detalhes
- Tipo
- Livro
- Lançamento
- 1 de janeiro de 1895
- Gêneros
- non-fiction, essay
- Criado por
- Georges Polti