HexaScore
Capa de Maître Cornélius
Livros

Maître Cornélius

86

Nota da comunidade

10 avaliações

1831 · Honoré de Balzac

Médias por categoria

Enredo87
Personagens84
Escrita/Estilo90
Ritmo80
Originalidade86
Impacto88
Médias por categoria — Enredo 87, Personagens 84, Escrita/Estilo 90, Ritmo 80, Originalidade 86, Impacto 88Enredo 87Personagens 84Escrita/Estilo 90Ritmo 80Originalidade 86Impacto 88

Sua avaliação

Entre para avaliar

Sinopse

Maître Cornélius (em português, Mestre Cornélius) é uma novela histórica de Honoré de Balzac, publicada em 1831 na Revue de Paris. Publicada em volume por Gosselin em 1832 nos Novos contos filosóficos com Madame Firmiani, L'Auberge rouge e Louis Lambert, é reeditada por Werdet em 1836 na série Estudos filosóficos, depois na mesma seção na edição Furne da Comédia Humana em 1846. Se o texto publicado na revista foi bem recebido pelo público, não chamou a atenção da crítica da época. Os balzaquianos de nossos dias continuam muito divididos sobre o interesse concedido a esta novela que oscila entre o fantástico à maneira de Hoffmann e o romance histórico ao estilo de Walter Scott. Samuel S. de Sacy considera mesmo que "a Comédia Humana pode muito bem prescindir de Maître Cornélius, e Maître Cornélius sem a Comédia Humana não seria nada mais que uma curiosidade". René Guise afirma, ao contrário, que o texto só assume todo seu sentido se for lido dentro da perspectiva do conjunto da Comédia Humana. É verdade que a novela é um pouco digressiva, complicada, com contradições e inverossimilhanças. Há duas histórias entrelaçadas nesta novela curta: a do amor de Georges d'Estouteville por Marie e a dos furtos na residência de Cornélius. Embora Paulo Rónai considere esta novela "um trabalho fraco, incolor, com personagens e situações convencionais", o erudito belga visconde Charles de Spoelberch de Lovenjoul, autor de uma história das obras de Balzac, considera-a um "forte estudo histórico, no qual se encontram desenhados com tamanha nitidez os traços mais curiosos dessa grande figura de Luís XI, reproduzida sempre de maneira incompleta nos quadros dos romancistas e dos dramaturgos; lá – vejam, que lógica inevitável! – está a ideia da avareza matando o avarento na pessoa do velho argentário." Segundo o ensaísta francês Marcel Barrière, autor de um estudo literário e filosófico de A Comédia Humana, o que dá ao livro "um valor excepcional é o retrato de Luís XI, certamente tão notável como aquele feito por Walter Scott em Quentin Durward e depois dele por uma série de historiadores". Aliás, conta a irmã de Balzac, Laure Surville, que "o romance Quentin Durward, que se admira sobretudo no que tem de histórico, causou uma grande cólera a Honoré; contrariamente á multidão, achava que Walter Scott desfigurava de maneira estranha Luís XI, rei a seu ver ainda mal compreendido. Foi essa cólera que o fez compor Mestre Cornélius, obra em que põe Luís XI em cena."

Licença do texto: CC BY-SA 4.0 · Fonte

Detalhes

Tipo
Livro
Lançamento
1 de janeiro de 1831
Criado por
Honoré de Balzac
Países
France

Capa: Wikimedia Commons · After Jean Fouquet · Public domain · Fonte