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Melmoth Apaziguado (em francês Melmoth réconcilié) é uma novela de Honoré de Balzac surgida em 1835, incluída nos Estudos filosóficos nas edições definitivas de A comédia humana. O projeto inicial, que tinha por título Le Dernier Bienfait de Melmoth-le-Voyager et La Fin de Melmoth, foi publicado pela primeira vez no Livre des Conteurs, pelo edtor Lequien. Em sua dedicatória à Monsieur general barão de Pommereul, Balzac define assim o caixa que será a vítima de Melmoth: Ele é da natureza de homens que a civilização obtém no reino social, como os floristas criam no reino vegetal, pela educação da estufa, uma espécie híbrida que eles não podem reproduzir nem por sementes, nem por corte. Esse homem é um caixa, produto antropomorfo verossímil, regado de idéias religiosas, preservado pela guilhotina, podado pelo vício, e que mora em um terceiro andar, entre uma mulher estimável e crianças tediosas. Isso demonstra a pouca estima que ele tinha pela personagem à qual ele reserva uma vida terrível. Essa novela, ao mesmo tempo fantástica e moralizante, deixa entrever o misticismo de Balzac, que se encontra em outras obras nas quais a redenção é um pré-requisito à morte. John Melmoth é o herói mítico do romance do irlandês Charles Robert Maturin, publicado em 1820 e admirado por Balzac, Melmoth ou o homem errante, a quem Satanás deu imensos poderes em troca de sua alma.
Licença do texto: CC BY-SA 4.0 · Fonte
Detalhes
- Tipo
- Livro
- Lançamento
- 1 de janeiro de 1835
- Gêneros
- fantasy
- Criado por
- Honoré de Balzac
- Países
- France
Capa: Wikimedia Commons · Édouard Toudouze · Public domain · Fonte