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Une fille d'Eve

92

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13 avaliações

1838 · Honoré de Balzac

Médias por categoria

Enredo94
Personagens93
Escrita/Estilo93
Ritmo88
Originalidade91
Impacto89
Médias por categoria — Enredo 94, Personagens 93, Escrita/Estilo 93, Ritmo 88, Originalidade 91, Impacto 89Enredo 94Personagens 93Escrita/Estilo 93Ritmo 88Originalidade 91Impacto 89

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Sinopse

Une fille d’Ève (em português, Uma filha de Eva) é um romance de Honoré de Balzac surgido em folhetim em Le Siècle em dezembro de 1838 e janeiro de 1839, publicado em volume por Souverain em agosto de 1839, depois na edição Furne de 1842, onde se situa nas Cenas da vida privada da Comédia Humana. É neste curto romance que Félix de Vandenesse, o futuro herói de Le Lys dans la vallée, faz sua primeira aparição que, de acordo com o princípio balzaquiano de "esclarecimento retrospectivo", nos traz aqui o "meio de uma vida antes de seu começo, seu começo após seu fim". É igualmente a primeira aparição de Ferdinand du Tillet, que reencontraremos em César Birotteau Em Uma filha de Eva, Du Tillet se casa com a filha do conde de Granville, irmã da condessa Marie-Angélique (Maria Angélica na edição brasileira organizada por Paulo Rónai) de Vandenesse. Neste texto, que não é uma obra maior de Balzac, tem-se a impressão de que o autor submete os personagens do "mundo balzaquiano" a um "ensaio geral". O poeta Raoul Nathan (Raul Nathan), que se reencontrará em quase toda a Comédia Humana, representa aqui o papel pouco edificante de sedutor e ambicioso devorador de riquezas. Ele é aqui íntimo de Melchior de Canalis, o poeta às vezes arrogante e interesseiro de Modeste Mignon. Novamente, Balzac se volta para a sorte das mulheres casadas, para as disparidades sociais e educativas. Ele tem uma grande compaixão por sua heroína, Maria Angélica de Vandenesse, a esposa de Félix de Vandenesse, e por sua ingenuidade que parece ser a dos indivíduos insuficientemente instruídos (as mulheres, naquela época). Segundo Paulo Rónai, "o principal interesse do romance talvez seja devido à habilidade com que Balzac conduz a sua heroína ao longo do precipício, mantendo até o fim a atmosfera de perigo." Este romance exemplifica bem como diferentes obras da Comédia Humana se complementam mutuamente. A incompatibilidade entre o conde de Granville e sua esposa excessivamente devota, narrada em Uma dupla família, resulta, aqui, em duas filhas despreparadas para enfrentar o mundo. "Jamais donzelas foram entregues a maridos, nem mais puras, nem mais virgens." E os sofrimentos amorosos anteriores do Conde Félix de Vandeneusse são esclarecidos em O lírio do vale. O romance completa admiravelmente o curioso panorama da alta sociedade parisiense, já entrevista em Ao "Chat-qui-pelote" e sobretudo em Modesta Mignon.

Licença do texto: CC BY-SA 4.0 · Fonte

Detalhes

Tipo
Livro
Lançamento
1 de janeiro de 1838
Criado por
Honoré de Balzac
Países
France